Tardis, vampiros e Sonserina

Estudiosos e críticos de Literatura Fantástica possivelmente escreveriam este texto de outra maneira. Colocariam as definições de importantes teóricos, apresentariam as várias subdivisões do gênero, suas características e relações com outros tipos de literatura, e, de quebra, fariam uma análise do atual cenário brasileiro, apontando tendências e autores mais talentosos. Meu texto, no entanto, segue outro caminho, pesando aqui e ali minha percepção como escritora com vários títulos no gênero e, acima de tudo, como a grande fã que sou desse tipo de história.

E que tipo é esse de história que consideramos Literatura Fantástica? Para mim, é aquela que me faz prender a respiração só de abrir o livro pela primeira vez. É aquela que nos leva a imaginar mundos alternativos, distantes, antigos, futurísticos. Que incorpora personagens e situações sobrenaturais de modo tão perfeito que, quando alguém interrompe nossa leitura, demoramos segundos para entender que voltamos à realidade. E, claro, que fascina, provoca calafrios, nos aprisiona em luz e trevas.

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O começo de tudo

O arqueiro e a feiticeira foi o começo de tudo. Não apenas de uma série de livros, mas da minha vida como escritora. O ano era 2001 e eu já tinha 34 anos. Não era mais uma garotinha cheia de histórias na cabeça e sim a adulta que resolveu apostar no sonho. Na época, eu trabalhava como jornalista, ou seja, estava acostumada a escrever bastante. Não literatura, claro, mas histórias reais, fatos que precisam de apuração e pesquisa.

E o sonho foi acontecendo, desafiante, as ideias trabalhadas e retrabalhadas no texto que surgia. Uma das inspirações veio de um filme antigo, O feitiço de Áquila, que vi no cinema nos anos 80 e me influenciou a tal ponto que tive que criar minha própria história. Foram, então, partes dessa história original que utilizei para escrever aquele que se tornaria o primeiro livro da série A Caverna de Cristais.

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